Diário da Leiga Maria Isabel Tromm de Moçambique

Diário da Leiga Maria Isabel Tromm de Moçambique

 

De todas as crianças do mundo, sempre amigo/as!

 

Sou Maria Isabel Tromm, natural de Joinville-SC. Nasci em uma família católica, sendo que minha mãe era catequista e meu pai ministro da palavra e eucaristia. Desde pequena participei da Infância Missionária e cresci com o ardor missionário e o desejo de missionar além-fronteiras.

Somos em três irmãos e estudamos todo o ensino fundamental na escola pública e, para o ensino médio, meu pai nos deixou escolher qual a escola que gostariamos de estudar e, sem duvidar, escolhi o Colégio dos Santos Anjos, também em Joinville, administrado pelas Irmãs da Divina Providência.

Enquanto aluna, gostava muito de participar dos momentos celebrativos e ajudava na animação das missas junto com a irmã Eliete Maria Kohns. Além disso no terceiro ano do ensino médio, comecei a assessorar o grupo da Infância Missionária do colégio.

Após concluir o ensino médio, cursei Pedagogia e, de aluna, passei a fazer parte do corpo docente do colégio, atuando primeiramente como auxiliar de educação infantil e depois de licenciada, como professora. Durante esse tempo continuava participando das propostas de espiritualidade do colégio e fui conhecendo um pouco mais do carisma e atuação da Congregação.

Sempre ficou em mim o desejo de ser missionária ad gentes. Atuando na Infância Missionária, participei de 4 missões junto à Juventude Missionária que acontecem em janeiro, por um período de 10 dias, normalmente. Assim participei da missão no Pará (2016), Paraguai (2017), Rio Grande do Sul (2018) e Minas Gerais (2019).

Sempre ao retornar da missão, sentia um vazio grande pois queria mesmo continuar missionando. Então comecei a procurar alguma missão Ad Gentes que eu pudesse realizar como leiga e encontrei a Missão Fidei Donun do Regional Sul 3. Que faz parceria entre as dioceses do Rio Grande do Sul e a Arquidiocese de Nampula (Moçambique). Conclui o mestrado em Educação no ano de 2018 e em 2019 estava disponível para a missão em Moçambique, na qual fiquei 3 anos. E, em Moçambique, conheci a missão das Irmãs da Divina Providência, muito mais na pessoa da Irmã Celéria, pela qual tenho grande carinho e admiração.

Quando estava para voltar ao Brasil no ano de 2022, fui convidada para trabalhar na missão Deus Providência, em Entre-Lagos, mesmo Moçambique. Acredito que as Irmãs da Divina Providência perceberam meu desejo de permanecer em Moçambique, pois realmente me adaptei ao povo, aos costumes e estilo de vida que aqui temos.

Para essa missão cheguei em fevereiro de 2023 e atuo como educadora no Lar de estudantes que vem dos bairros mais distantes para estudar na escola da vila que atende os alunos da 7 até 12 classe. Além do trabalho com os jovens, também já estou envolvida com a Infância Missionária na comunidade, pois esse carisma me encanta de verdade.

Como leiga, busco servir a Deus a cada dia e com todas as pessoas que eu encontro. Por influência do meu nome e de minha formação religiosa, me encanta o Magnificat que Maria entoou ao encontrar sua prima Isabel e por isso repito: “Minha alma engrandece ao Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.” (Lc 1, 46)

Diário de Ir. Eliete kons

Minha história é de muito amor, entrega, descobertas e desafios!

Minha frase força é: “Tudo posso Naquele que me fortalece”. Filipenses 4, 13

Agosto é o mês das vocações e uma forma que podemos contribuir é dando o nosso sim todos os dias e rezando pelas vocações. Sou Irmã Eliete Maria Kons, filha de Irineu José Kons e Filomena Will Kons. Sou natural do bairro Potecas – na grande Florianópolis. Pois então: Fui convidada para falar um pouco da minha vocação, a qual estou celebrando 25 anos de Vida Religiosa Consagrada. Toda história tem um começo, a minha não foi diferente. Desde pequena fui muito incentivada a oração. Todas as noites rezávamos o terço e nas refeições agradecíamos o alimento.

Minha família costumava receber a visita de um casal muito piedoso, que me chamavam muito à atenção, especialmente pelo jeito como eles rezavam. Então pensava comigo: quando eu crescer quero ser assim. Hoje percebo que minha vocação já era alimentada desde criança e que precisava de uma resposta constante através das pequenas coisas que eu realizava. E assim, ela foi se desenvolvendo ao longo dos anos. Quando adolescente minha participação na comunidade não era tão frequente, pois nem sempre podíamos participar da missa, devido a distancia da capela e também porque alguém precisava ficar em casa para cuidar dos irmãos menores. Então nos revessávamos em família. Como só tínhamos missa na comunidade uma vez por mês, ir à missa era nosso divertimento e nosso lazer. Quando não podíamos participar, ouvíamos pelo rádio e eu ficava encantada com as músicas e a mensagem do Padre. Pensava comigo, como deveria ser importante a participar da missa, pois, minha mãe parava tudo para ouvir. Assim fui aprendendo que com as coisas de Deus não se brinca.

Minha mãe me ensinou a cultivar uma vida de muita oração, a qual considero muito importante para o meu despertar vocacional. Desde criança também gostava muita da música. Meu sonho era ser cantora, cantar cantos da igreja. Lembro de quando recebi meu primeiro violão. Que alegria! Mas como aprender a tocar? Uma vez que morávamos no interior, não tinha alguém que pudesse me ensinar. Então quando ia nas missas levava uma folha e anotava as posições que os músicos tocavam e assim com meu esforço fui aprendendo. Também gostava de ouvir as músicas no rádio e tentava tirar no violão até dar certo. Levei um bom tempo para aprender em especial para tocar na igreja que era meu sonho.

Na congregação da Irmãs da Divina Providência é que tive a oportunidade de aprofundar esse dom e hoje, graças a Deus, posso dizer que fazem muitos anos que toco na igreja com muita alegria. Mas a descoberta vocacional mesmo, aconteceu quando estava saindo da adolescência e entrando na juventude. Eu me encontrava nos degraus do salão paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo em Caqueiros Grande Florianópolis, quando uma senhora muito sorridente, hoje em memória, Dona Dulce Pedroso, se aproximou de mim e disse perceber uma necessidade em meus olhos e perguntou se gostaria de participar do estudo bíblico que iria iniciar com o método de Santo Inácio Laranhaga. Eu em minha simplicidade disse que sim. Só precisava conversar com minha patroa D. Lurdes e seu Fernando Boing os quais muito colaboraram para que eu pudesse iniciar essa nova caminhada. E a partir desse dia minha vida, meus planos passaram a mudar!

Nesse grupo de oração, fui convidada para um retiro com o grupo de jovens da Paróquia. Nesse retiro, através de um relax conduzido pelo coordenador do grupo, senti que Deus me chamava para algo a mais do que vinha realizando. Tinha o desejo de ajudar e tornar Jesus mais conhecido e amado. Mas não sabia como fazer. Foi quando a partir daí, duas leigas consagradas Dona Dulce e Dona Nelsi se ofereceram a iniciar um processo de acompanhamento vocacional comigo. Me apresentaram às Irmãs, onde iniciei a formação e minha alfabetização, a qual não tive oportunidade quando criança, devido a distância da escola. Em poucos meses passei a morar com as Irmãs.  Quanta alegria eu sentia. Adorava ouvir as Irmãs de manhã, bem cedo, quando rezavam a liturgia das horas. Pensava comigo, um dia vou poder rezar essa oração com as Irmãs também.

Precisei de um tempo maior na formação devido às etapas que precisava vencer no estudo acadêmico ao qual fui me preparando para o magistério e a Pedagogia que tanto almejava. Muitas dificuldades encontrei, principalmente por ter sido um processo de estudo supletivo desde as series inicias até o 8º ano, onde precisava fazer as descobertas sozinha nas disciplinas. Me faltava a base das series iniciais e a convivência em sala de aula. Mas aos poucos fui vencendo, uma etapa de cada vez, tanto na formação religiosa como na acadêmica, pois Deus Providência nunca me abandonou e as Irmãs e minha família sempre me incentivaram a lutar pelos estudos. Fui aprendendo que seguir a vocação para a Vida Consagrada não era tão simples assim. Surgiam questionamentos, mas ao mesmo tempo, tinha convicção de que era preciso se lançar.

Muitas pessoas passaram pelo meu caminho ao longo desses 25 anos de Vida Consagrada, minha família, as Irmãs da Divina Providencia, Sacerdotes, Vocacionadas, Seminaristas, Leigos, Leigas por onde atuei e atuo na missão principalmente na área da educação, onde cada uma/um marcou minha história de alguma forma através do testemunho e da presença. Destaco a graça que Deus me deu de conhecer a Obra Pontifícia da Infância e Adolescência Missionária a qual faço parte a 10 anos ajudando crianças e adolescentes a conhecerem Jesus mais de perto, proporcionando com que meu sonho vocacional se tornasse uma realidade.

Com tudo também, a vida nos surpreende muitas vezes. Ao longo desses 25 anos passei por muitos momentos de alegrias, conquistas, realizações, mas também por dificuldades entre elas com a saúde frágil a qual me deixou bastante debilitada para desenvolver meu trabalho e missão. Também tive a perda de meus pais num intervalo de 13 dias. Depois perdemos um irmão após 4 meses do falecimento de meus pais e depois de 3 anos mais um irmão faleceu com câncer. Para mim e minha família foi muito difícil lidar com essa situação, pois nunca tínhamos perdido alguém próximo e de repente fomos pegos de surpresa com a partida de quatro membros. Mas Deus não abandona seus eleitos. Ele escolheu, Ele capacita para sermos seus filhos e filhas muito amados. Não temos duvidas, como família, que Deus nos ampara cada dia e nos fortalece na fé para prosseguirmos em nossa missão.

Por isso, só tenho a agradecer as muitas vivências, as bênçãos e graças recebidas das mãos da Divina Providência. Minha gratidão a Deus que me possibilitou realizar esta caminhada estando sob sua proteção. Minha gratidão a todos aqueles que me acompanharam até aqui: Em especial as Irmãs da Divina Providência, meus pais em memória, minha família, as comunidades religiosas por onde passei e realizei a missão que Deus me confia. Minhas orações e muito obrigada!

Queridas vocacionadas, cultivemos sempre em nossas vidas a fé inabalável, a confiança ilimitada e o abandono filial nas mãos da Divina Providencia, testemunhando a esperança cristã e o amor de Deus, em especial aos mais pobres. Você que já sentiu ou sente em seu coração algo diferente? Fique atenta, pois pode ser Deus lhe chamando! Não tenha medo de dizer sim, pois quando Deus chama, Ele nos dá as condições necessárias para vivermos e concretizarmos esse chamado, mesmo que nas dificuldades. Pois é nas dificuldades que nos tornamos fortes. Deus nos convida a sermos Sinais da Divina Providencia, lá onde estamos atuando a cada dia, em especial no caminho das pequenas coisas. Que a Divina Providencia nos abençoe e nos guarde, nos mostre a sua face e tenha misericórdia de nós. Volva para nós seu olhar e nos dê a paz.

Irmã Eliete Maria Kons

 

  

Diário de Ir. Irmã Cléria Wickert

Sou Irmã Cléria Wickert, Congregação das Irmãs da Divina Providência, natural de Iporã do Oeste – SC e venho contar um pouco da minha missão junto as crianças do Centro Social Divina Providência, que neste ano de 2021 celebra seus 15 anos de história e missão. Vamos conhecer um pouco….

O Centro Social Divina Providência, Projeto Reaprender a Cidadania está localizado no Bairro Vila Verde – Cidade Industrial de Curitiba. A maioria das famílias migraram do interior do Paraná na ilusão de morar na grande cidade, porém, sem recursos para comprar um terreno e casa, as famílias ocuparam terrenos de invasão e ali foram se instalando, passando a viver em condições extremamente precárias e de muita pobreza.

Existem pequenos comércios, no entanto, a maioria das famílias que tem crianças atendidas no projeto possuem trabalho informal e outras trabalham como catadores de lixo reciclado.

No ano de 1987, as Irmãs da Divina Providência iniciaram uma comunidade de missão junto a população do Bairro Vila Verde. Inicialmente morando com as famílias embaixo de barracos de lona, atendendo e acompanhando o povo em suas diversas situações de pobreza. Juntas com o povo lutaram por melhorias no bairro, reivindicando por escolas e creches, posto de saúde, segurança, construção de igrejas católicas, pastoral da criança e outras iniciativas em favor da vida.

Mas a população estava crescendo e os espaços públicos que atendiam as crianças já não comportava a demanda, sensibilizadas com o alto número de crianças que ficavam pelas ruas, vulneráveis à violência, estupros, drogas, gravidez precoce e outras situações, enquanto os pais eram obrigados a sair em busca de trabalho, as Irmãs, no ano de 2006, adquiriram um pequeno imóvel onde passou-se a atender as crianças com atividades sócio educativas.

Hoje, as Irmãs continuam atendendo a população em geral, mas dando especial atenção às crianças entre 05 a 13 anos de idade. São 70 crianças atendidas no momento, todas moradoras do bairro e provenientes de famílias de baixa renda que necessitam deste espaço, oferecendo atividades como Capoeira, Ballet, música, artesanato e informática, Tivemos que assumir esses critérios no acolhimento às crianças, devido à falta de espaço físico no Projeto. Neste espaço procura-se criar um ambiente alegre e prazeroso, com diversas atividades, com o objetivo de proporcionar atividades que despertem a criança para uma consciência de cidadania, aprendendo quais são seus direitos e deveres, bem como a autoestima, autoconfiança, o respeito com as diferenças, o cuidado com a vida humana e com a natureza.

Hoje andamos nas ruas e percebemos uma necessidade do momento “Ser sinal da Providência” para as pessoas que mais precisam do nosso apoio, ajuda, principalmente as crianças e adolescentes. Queremos ser Providência lá onde a pobreza está dominando. Também queremos ser Providência, lá onde se percebe que existe um povo com o coração solidário disposto a ajudar a quem mais precisa.

 

Diário de Ir. Maria de Nazaré

CONHECENDO IRMÃ MARIA DE NAZARÉ.

É com alegria que chego a cada uma/um de vocês, para partilhar um pouco da minha história vocacional. Sou Irmã Maria de Nazaré da Silva, nasci no dia 23 de agosto de 1993, na cidade Caiapônia. Sou a caçula entre 13 irmãos, filha do casal José Macena da Silva e Maria Pereira da Silva (Falecido).

Minha família e minha comunidade foram o terreno onde minha vocação nasceu e foi cultivada. Meus pais, em sua humildade, ofereceram-me o maior presente que uma família pode oferecer a seus filhos: a oportunidade de conhecer e amar Jesus Cristo, através da vida em comunidade. A partir da minha experiência de oração, entendi que o despertar das vocações acontece com naturalidade em uma família que vive e ensina os valores cristãos.

Iniciei meu acompanhamento com o Serviço de Animação Vocacional (SAV) da Igreja Matriz e a Participei de encontros vocacionais da Diocese de São Luís de Montes Belos. Com o passar do tempo, fui percebendo que a vocação é dom e mistério que somente com a abertura de coração e oração, Deus se manifesta. Em 2009, conheci algumas Irmãs da Divina Providência na Diocese. No ano de 2010, fiz meu primeiro ano de experiência vocacional na Comunidade Jesus Missionário, na cidade de São Luiz de Montes Belos onde fui amadurecendo minha vocação, superando desafios, conhecendo aos poucos a história da Congregação, Carisma, Espiritualidade e Missão. Uma experiência que sempre me toca é a minha presença e doação entre as crianças, jovens e famílias carentes na Missão em Aparecida de Goiânia, juntamente com as Irmãs: Elizete Ferreira, Rosalice e Colaboradores da Instituição. O projeto Escola Centro de Valorização do Adolescente e da Mulher (ECOVAM) e Creche Coração de Jesus foi fundado pelas Irmãs do Instituto Abrigo Coração de Jesus, de Cremona- Itália, e os Amici Dell Ecovam. Hoje a Missão continua através das Irmãs da Divina Providência, tendo Deus como nossa força e inspiração, a serviço da Vida, principalmente através dos que precisam do amor de Deus e do nosso. Louvo a Deus por toda vivência, testemunho e experiência de amor. Gratidão à Congregação, que por meio da Província do Coração de Jesus, tanto colaborou com minha formação, me incentivando, sendo apoio, principalmente, nos momentos desafiadores do dia a dia.

A todos os jovens digo: – Vale à pena responder ao chamado de Deus, se dispor à sua vontade! Vale à pena oferecer a vida em serviço!

Haverá abertura da Semana Vocacional no dia 04/07/21, será transmitido pelas Redes sociais através do Instagram (ParóquiaDEScpa) e Facebook (Paróquia Divino Espírito Santo) todos os dias, às 19:30hs. Agora me preparo para os Votos Perpétuos, que acontecerá na cidade de Caiapônia-Go, no dia 17 de Julho, às 18h30min. Conto com vossas orações! Não deixem de participar, venham rezar conosco.

Que nunca tenhamos medo que dizer sim a Deus. Que Maria, nos auxilie em nossas escolhas.

Diário de Ir. Vanesa Velasco Vargas

Mi historia, desde la mirada de Dios.

Soy Vanesa Velasco Vargas nací en Riberalta Beni Bolivia el 23 de julio de 1990, actualmente tengo la edad de 30 años. Mis padres son Edwin Velasco Pesoa (nacido en el Dpto. de Beni) y Yolanda Vargas Espinoza (nacida en el Dpto. de Oruro).

Vengo de una familia con raíces camba y colla, de religión católica. Somos 8 hermanos, 5 varones y 3 mujeres, yo ocupo el número 6 de mis hermanos.

Infancia: Mi infancia están llenos de bonitos recuerdos, uno de ellos es que me divertía mucho jugando con mis hermanos, pero lo más marcante es que a mis 7 años de edad en 1997, fui con mi mama a la Parroquia Cristo Rey para hacer bautizar a mi hermana Carmen Luisa oda la celebración durante el Sacramento me impactó mucho, de tal manera que desde ese día despertó en mi la inquietud de ir a la Iglesia, pregunte a mama que Iglesia estaba más cerca de la casa. Entonces comencé a peregrinar a la capilla San Martin de Porres que se encuentra en el barrio los Almendros, cada mañana  los domingos a las 6:00 am me levantaba  en silencio me iba a la capilla de participar de la Santa Eucaristía. Esta etapa marco demasiado mi vida para acercar a Dios y a su Iglesia.

Una etapa en que insistí para que mamá me inscribiera al grupo de la Catequesis, fue entonces que comencé a participar de los encuentros casa por casa de las catequesis de la Primera Comunión, eso en 2001; el mismo año recibí a Jesús por vez primera en la Capilla San Martin de Porres, momento donde comienza el toque de Dios en mi vida.

Adolescencia: Con tan solo 12 años de edad, comencé a participar de los encuentros de animación misionera. Fin de año participaba del coro de villancicos para cantar en la navidad.

A pesar que mis padres no eran comprometidos en la Iglesia, me daban todo su apoyo de participar en la Iglesia. Todos los domingos era imperdible de ir a misa. Mi mama a veces me acompañaba. Otras veces solo escuchaba la misa por la radio San Miguel.

A mis 14 años 2005, con inquietud inflamable en mi corazón, fui a la capilla Virgen de Guadalupe para inscribirme al grupo de la confirmación. Cada encuentro de las catequesis me fascinaba, cada vez que se hablaba de Dios yo era feliz. Solo estuve tres meses, luego me enviaron a Santa Cruz de la Sierra-Puerto Quijarro lugar donde vivía mi abuela materna; allá no deje pasar el tiempo, me inscribí nuevamente a la confirmación, durante la semana iba 4 veces a las catequesis. Dios ya me estaba preparando para algo más fuerte en mi vida.

En Quijarro también estaba viviendo con mi abuela, Franklin mi hermano mayor. Poco antes de yo recibir el sacramento de la Confirmación, yo comparto con el que fueron tres monjas a la catequesis, cada una dio su testimonio dos de ellas eran del Beni, lugar donde yo pertenecía, eso me llamo mucho la atención, hizo despertar una vez más algo en mí, que ni yo lo entendía tan claro, también le comento que fue un flechazo el testimonio de cada una de ellas; mi hermano me dice ¿y vos seguro quieres ser monja? ¡Estás loca!, Yo solo quede en silencio un rato, luego le digo que no, que solo quería compartir lo que viví en ese momento de la presencia de las monjas. No volví a mencionar mas ese tema, pero había algo que me quemaba no sabía que era solo deje que el tiempo decida.

Mi hermano se quita la vida, ahorcado en el árbol más grande de la casa, yo ya había cumplido mis 15 años el 23 de julio. Que duro momento, que desafiada me sentía con respecto a mi vida, me sentí muy sola, la abuela estaba en la capital, por lo tanto estábamos los dos en la casa.

Dios no me abandono en ningún instante, a pesar que no teníamos casi amigos los vecinos, colega de trabajo, mis compañeros de la escuela ayudaron mucho con el velorio, etc.

Yo creo que Dios en medio del dolor, de la pérdida de mi hermano mayor estaba algo más grande que yo iría a abrazar. Mi mamá llega de Riberalta hasta Puerto Quijarro para llevarme de vuelta, y así fue. Como me faltaba terminar la confirmación, me volví a inscribir en la capilla San Martin de Porres, en noviembre hago mi confirmación. No fue más, llego el momento oportuno de hacer mi compromiso, servir a la Iglesia; comencé participando del grupo juvenil estuve 6 meses, sentía que me faltaba algo más, el grupo del coro me atraía demasiado hasta entonces yo no me había dado cuenta que la música llegaría para quedarse conmigo. Me comprometí de alma vida y corazón comenzando mi pastoral como catequista de primera comunión en la capilla San Martín de Porres hasta mis 20 años de edad contando con el apoyo de mis padres y familia.

Juventud: Desde mis 18 años había una fuerte inquietud, eso se fue revelando en mis sueños me acuerdo que soñaba que estaba en un lugar sin ruido alguno, mucha paz se sentía, yo me preguntaba ¿dónde estoy? El lugar era totalmente con luz resplandeciente, luego una mano que salía de arriba me llamaba y extendía con firmeza cuando estaba yo acercándome la mano se alejaba de a poco, interesante que cuando vi la mano me sentí confiante y segura. Mi pensamiento dedujo que era la mano de Dios.

Otro sueño que marco mucho en mi fue que yo estaba reunida en círculo alrededor de una olla, eso atrapo mi atención, de esa olla grande salía una voz pronunciando mi nombre y que tenía un mensaje para mí, interesante que de esa olla salió una imagen de una mujer; cuando yo me acerque más para saber cuál era ese mensaje, me dijo la mujer “que pronto lo descubriría” que aún más inquieta después de ese sueño.

Era increíble en esta etapa de mi vida, Dios me iba mostrando tantas señales, una de ella fue como mi primera misión “cuando decidí ser catequista – orar sin cesar por la conversión de mi papa”

En la escuela les enseñaba el catecismo a los niños de primaria, era mi pasión hacer es misión que brotaba con toda libertad.

Cantar para Dios era lo máximo, comencé a pensar que cantando llevaría a Dios a los corazones de las personas. Yo tenía un sueño, tener mi propia guitarra, claro en mi casa había pero yo quería una solo mía para llevarla a donde quisiera. Llego 2010 una oportunidad para mí, participe del festival de canciones cristiana el primer premio era la guitarra, mi sueño se cumplió gane la guitarra, llore de felicidad que bella emoción; en mis catequesis tocaba y cantaba con mis niños, en los encuentros también cantaba y tocaba para el Señor.

Desde aquella vez que le dije a mi hermano mayor que me llamo la atención el testimonio de las monjas, pensé que se me olvidaría o que solo era cosas de adolescente, pero no fue asi; esa voz en mi interior en el silencio y experiencias misioneras en la Iglesia fue madurando y haciéndome pensar más que rumbo daré a mi vida.

Pues ya con 20 años de edad, era increíble lo que me pasaba tenía una necesidad grande en mí ser de ir a la eucaristía, especialmente a la adoración del Santísimo, en el pecho había una sensación fuerte que hacía decir a Dios, ¿Qué quieres de mí? Si quieres de mi algo muéstrame el camino a seguir.

En julio inicie una nueva etapa de mi vida, llegue a la conclusión de todas esas sensaciones que estaba en mí, sentía un vacío algo que llenara mi vida; la conclusión fue de SER HERMANA, pero aun no sabía que significaba ser HERMANA, después de esa conclusión estaba más feliz, empecé a encarar lo más preciado, mi familia… diciéndoles que he tomado una decisión muy importante donde me siento en la plena confianza que ahí seré feliz.

En las misas y en mis oraciones personales le pedía con todas mis fuerzas a Dios que me diera la valentía para decirle a mi familia. Mi mama fue la primera en saber, ella no acepto de ninguna manera. El padre Marcelo se había enterado de la decisión que tome y me hablo de las HERMANAS DE LA DIVINA PROVIDENCIA que viven en Santa Cruz de la Sierra. Durante 6 meses hablándome de la Congregación de las hermanas de la divina providencia. Yo aún quería un tiempo de discernimiento, y así fue, gracias a los encuentros vocacionales y a las orientaciones de loa sacerdotes diocesanos me ayudaron a decidir de una vez por todas, otro momento que me ayudo fueron las lecturas bíblicas del mes de octubre. Diciembre después del retiro espiritual a la semana siguiente, me confesé, fui a hablar con el Obispo Casey el me dio su bendición y me aconsejo. Entonces solo así compre mi pasaje con dirección a Santa cruz de la Sierra, confieso que tenía mucho miedo; pero estaba confiante que donde Dios me estaba enviando yo sería feliz.

Formación en la Congregación:

  • Aspirantado: 23 de diciembre 2010 llego a la comunidad Virgen de Guadalupe en la ciudad de Santa Cruz de la Sierra.

Que bien hace las cosas Dios, durante el aspirantado eh percibido que la gracia del Señor me ha amparado, especialmente en eso momentos de repensar en mi vida, esos momentos de crisis.

Aprendí que desde la oración personal, encontrarse consigo mismo, la vida en comunidad, la pastoral, estudios en la formación, etc.me ayudaron a purificar mis esquemas mentales, moldear mi conducta, mi forma ser.

Dios ha estado en todo este momento inicial de mí la opción a la Vida Consagrada, una de las oportunidades que me ayudaron en el crecimiento de la fe, fue de participar del INTERCONGREGACIONAL

  • Postulado: Un 11 de junio del 2012, ingreso a la etapa del Postulado, que día súper bonito, estaban presentes el Pe. Marcelo (celebrante), Hna. Rosa, Hna. Dulce, Hna. Ruth y de manera especial Hna. Inés Preto de la Coordinación General y algunos invitados. Esta etapa fue marcada por la música, cada momento de escribir en mi diario personal sobre mi experiencia con Dios de mis momentos orantes, como también escribía en el otro diario lo que vivía en la comunidad. Yo vibraba dando catequesis, rezando el santo rosario en las familias, en el barrio organizar el villancico para la navidad; me llenaba de gozo ver a los niños felices, muy participativos, sus padres apoyándoles. Todo ello agradezco a mi comunidad que me apoyaba.
  • Noviciado: 6 de enero 2013, llego a la comunidad del postulado en Sao Miguel do Oeste-Santa Catarina con la Hna. Rosa Heisler que me acompañó, Hna. Julia Espaniol, sale a nuestro encuentro con su bella sonrisa, ya era muy tarde de la noche que habíamos llegado. Para mi en particular me sentía extraña al principio, con el pasar de los días me fui soltando, trataba ser yo misma, lo más original posible; me anime más cuando me presentaron a Jesica e Ignacia con la que haríamos un grupo y durante el mes de enero prepararnos para la entrada al Noviciado.

Era increíble como Dios en su providencia fue abriéndome la mente y el corazón para aprender el idioma (portugués), a relacionarme con las Hnas. y las chicas, era desafiador cuando tenía que hablar, no me limitaba yo para hacerlo. En los momentos orantes me encantaba mucho, el idioma no fue tanto como obstáculo, solo al hablar. Haciendo silencio escuchando más fui comprendiendo otras dimensiones.

Dios me ha dado el dom de la música el de cantar y tocar la guitarra, eso me habría más puertas para adentrarme en las lecturas, formación, cantar en las misas, eso ya fue sucediendo en Viamao – Porto Alegre, lugar, comunidad Cristo Mestre las hnas. que conformaban la comunidad : Hna. Teresinha Menegasse, Nilva Posebom, Irene Ledur y las tres novicias “Jesica de Souca, Ignacia Arce y Vanesa Velasco Vargas”. Lo que más amaba eran los momentos de desiertos, adoración al Santísimo, lectura personal y sobre todo el estar en comunidad.

Las cosas fueron cambiando, las dos novicias se retiran de la Congregación, que feo se siente, pero Dios me ha mostrado el consuelo y la certeza de que quien lo quiere seguir, tener los ojos fijos en El, lo demás seguirá su rumbo.

En el segundo año regreso a Cuiabá Provincia Espíritu Santo, donde hare parte de la comunidad de formación quienes la conformaron: Hna. Lucia (formadora), Hna. Clara, Hna. Silvininha y yo. Todo este tiempo destaco mucho todos mis momentos de oración personal, comunitaria, los retiros mensuales, la vida en comunidad y participar con la Hna. Clara en la misión de visitar con la biodanza en el centro de rehabilitación de dependientes químicos una vez a la semana, con la Hna. Silvininha cada miércoles y jueves íbamos a IRPANDEQ, nos reuníamos con madres de familias para hacer los artesanatos, me alegraba mucho verlas a las mamás también esforzándose, otro memento que participaba era ayudar en la prioridad de los laicos.

  • Juniorado: La considero la etapa con mayores altibajos, pero eso no me impidió a seguir adelante firme en la vida de oración, en la vida comunitaria, en la pastoral y en el estudio académico.

En cada misión que me fue encomendada puse todo mi empeño para la felicidad de quiénes se encuentren conmigo. El estar en Paraguay, en Bahía-Brasil, me sacaron la escama de mis ojos y de mi corazón, la verdad es que uno no enseña, al contrario a uno le enseñan la experiencia de Dios desde la simplicidad, el de darlo todo y lo mejor lo poco que tienen.

Los momentos fuertes para mi fueron los retiros espirituales, mis momentos de oración personal y vida en comunidad. Durante la trayectoria con la ayuda de la formadora conseguí en la medida posible responder a las tareas encomendadas.

Para finalizar, rescato que la formación es un tiempo fuerte de gracia para ayudar a reformarnos de corazón, mente y carácter, inclusive como también a fortalecer la vida de fe, sin la fe uno no es capaz de seguir adelante en todo lo que se vive en la comunidad y fuera de ella. Todo ello para ser una persona, una consagrada digna ante los ojos de Dios.

Tal vez sea la fase final de la etapa de formación  hasta llegar a los votos perpetuos, pero siempre se está muriendo para vivir, siempre aprendiendo, siempre mejorando, sobre todo siempre convirtiéndose.

 

Diário 28: de Marlise Ritter, Mensageira da Divina Providência

 

Diário Mensageira da Divina Providência

Meu nome é Marlise Ritter, sou natural de Itapiranga/SC, atualmente morando em São João do Oeste/SC e cuidando de meus Pais idosos e doentes. Sou casada com José Afonso Schneider e temos um filho, Daniel Augusto Rittter Schneider com 16 anos.

Neste meu diário, vou contar um pouco da minha história na Partilha do Carisma e da Espiritualidade da Divina Providência como Mensageira da Divina Providência. Posso afirmar que sou Filha da Providência, pois tive o privilégio de conviver quase toda a minha vida com as Irmãs da Divina Providência em diferentes momentos e experiências, porém, todas elas muito significativas e que deram sustentação para o meu viver e agir até os dias de hoje. Enraizada nesta Espiritualidade é que tomei decisões muito importantes, fortaleci minha vocação Laical  e tive oportunidade de partilhar o Carisma e a Espiritualidade da Divina Providência com outros grupos integrando a Equipe de Partilha de Carismas a nível Regional e Nacional.

Comecei a beber da fonte da Divina Providência ainda como criança quando as Irmãs da Divina Providência trabalhavam na Pastoral Paroquial e visitavam as Comunidades no interior de São João do Oeste/SC. E o que mais me marcou foi a leveza e a alegria, através da música, canto, liturgia, catequese e animação vocacional.

Durante a trajetória da minha vida tive oportunidade de conhecer e vivenciar a Espiritualidade e Carisma da Divina Providência e mais propriamente como Leiga Mensageira da Divina Providência a partir de 2002, quando trabalhei, na secretaria, com as Irmãs em Porto Alegre/RS. A convite das Irmãs, integrei a Equipe Central dos MDP que mensalmente fazia encontros com  lideranças dos grupos das Comunidades da Província de Porto Alegre. Estudar, ler, produzir material, participar de encontros, elaborar roteiros e retiros tendo como fio condutor a Divina Providência, foram algumas tarefas assumidas e além disso, conviver e escutar partilhas de vida marcaram profundamente a minha existência.

Fiz a vivência e experiência em alguns grupos de Mensageiras/os  e por último no grupo da periferia de Canoas, o que me faz acreditar sempre mais que Deus em sua Providência, contempla e valoriza cada pessoa com seu dom que coloca a serviço dos outros e da comunidade. É valorizando os pequenos gestos e atitudes que fazem a vida fluir, se multiplicar em mais vida para todos.

Na organização como Mensageiras/os da Divina Providência a nível de Províncias e Regiões na América Latina, mantivemos profunda comunhão e trabalho conjunto através de encontros, estudos e retiros pela equipe de articulação  bem como encontrões celebrativos em eventos da Congregação e que por sinal foram sempre muito participativos e marcantes.

Na continuidade, integrei a Equipe de Partilha de Carismas Nacional representando a Região Sul em reuniões, elaboração de cronogramas e encontros de articulação. Pude experienciar profundamente o imenso amor de um Deus Providência que sempre me conduziu.

Não obstante a isso, participei do Conselho Nacional do Laicato do Brasil(CNLB), a convite, como membro da Partilha de Carismas e Mensageira da Divina Providência. Tudo isso foi uma benção, oportunidade ímpar de partilhar/divulgar a Espiritualidade e Carisma da Divina Providência.

De nada valeria tudo isso se não fosse o testemunho de vida e a atitude profética de Padre Eduardo Michelis, que fez de Jesus Cristo e Seu Reino o seu projeto de vida pessoal e assumiu até as últimas consequências na luta pelo direito e a justiça. Neste sentido, fundou a Congregação das Irmãs da Divina Providência para dar continuidade a este projeto  que continua até nossos dias e assumido com muito amor, garra, generosidade e luta, pelas Irmãs e também por Leigas e Leigos que partilham do Carisma e da Espiritualidade,  vestem a camiseta e se comprometem com a causa.

Expressões, frases força do Fundador Padre Eduardo Michelis se tornaram mantras em minha vida, como “Tudo o que estiver ao meu alcance farei e Deus não me abandonará” “Aconteça o que acontecer, estou nas mãos de Deus e Nele confio”. “… o trabalho conjunto gera uma força indestrutível”.

Hoje, dezembro de 2020, me sinto acolhida pelo Grupo MDP de São Miguel do Oeste/SC, mas em virtude da Covid 19 ainda não participei de encontros.

Fazendo a releitura da minha vida só tenho a agradecer as queridas Irmãs da Divina Providência, que me proporcionaram inúmeras vivências e experiências que marcaram profundamente a minha vida de fé na Divina Providência e de espiritualidade encarnada, que fui aprimorando nos inúmeros desafios que a vida me apresentou.  Por isso, ser Mensageira da Divina Providência, é uma benção, é graça divina, mas também é compromisso com o Projeto de Vida e de Justiça para todas/os.  Fratelli Tuttti!

 

São João do Oeste/SC , dezembro de 2020

 

Marlise Ritter

Diário 27: Terezinha Junges como Mensageira da Divina Providência

A vida é um constante aprendizado

“O segredo é saber aceitar e ser feliz com a vida que se tem sem nunca desistir de lutar pelos seus sonhos .”

 

Sou Teresinha Maria Junges, filha de Otto e Maria Catarina Junges. Sou natural de Linha Coqueiro – Itapiranga/SC.

A maior paixão na vida e o que me motiva cada dia é ajudar ao próximo. Gosto de escrever e lembrar as coisas boas e dificuldades passadas na vida.

Estudei na comunidade São Vendelino, da LInha Coqueiro até quarta série. Aos dezoito anos comecei a trabalhar na casa do professor, cuidar de crianças para que eles pudessem estudar. Em 1981 sai da comunidade, para trabalhar no Hospital Sagrada Família, de Itapiranga/SC, das Irmãs da Divina Providência. Na época a diretora de Enfermagem era Ir. Therezinha Gregory. Fiz curso de Atendente de Enfermagem e trabalhava de tudo um pouco. Tempo bom de aprendizado e grandes desafios para a vida. Encerrei meu ciclo de atividades ali em Itapiranga, em dezembro de 1985. Em janeiro 1986 vim com Ir.Maria Cecília Koerbes, para Porto Alegre. Tudo novo! Mal sabia falar o português, mas como meu objetivo era fazer um curso de massoterapeuta e voltar para Itapiranga, segui em frente com novos desafios e metas. Dias difíceis, sem conhecer pessoas, morar numa capital, porém com a ajuda das Irmãs consegui enfrentar e me acostumar a novas rotinas.

As Irmãs que se empenharam muito por mim Ir. Maria Cecilia Koerbes, Ir. Julita Hammes e Ir. Angélica Junges, que iam comigo nos lugares e ensinavam os caminhos. Comecei a trabalhar no Centro Cirúrgico no Hospital Divina Providência, sob os cuidados da Ir. Cecilia. Naquele mesmo ano iria fazer curso de massoterapia. Para fazer este curso já tinha que ter segundo grau completo, e eu não tinha. Frustração, desânimo e vontade de largar tudo. Porém, no segundo mês faltou funcionário para instrumentação e Ir. Cecilia me chamou para eu assumir esta tarefa. Inclusive me orientou como me arrumar para entrar na sala e ajudar na cirurgia. No final da primeira cirurgia o cirurgião chamou a Ir. Cecilia e falou:- “A partir de hoje a Teresinha será a minha auxiliar na sala de cirurgia”. E assim foi. Fiz curso de instrumentação cirúrgica, e em seguida Curso de auxiliar de enfermagem. Completei o segundo grau em meio ano e em seguida fiz vestibular para Enfermagem. Novos desafios me aguardavam.

Durante o exercício da vida profissional tive muitas alegrias, desafios e tristezas. O que mais me marcou foi o falecimento de uma criança. Então a coordenadora enfermeira Ir Lídia Melz, mesmo ainda não sendo enfermeira formada, sempre me indicava. Enfrentei o primeiro episódio com a morte de um paciente. Questionei a Irmã Lúcia Specht : – Porque aconteceu isso comigo? Então ela me sugeriu mudar o questionamento: “Para que aconteceu isto comigo?”

A professora Herta falou na sala de aula: “acima de nós temos um Deus que nos governa”. Assim aos poucos fui me acostumando a nova realidade. Outro episódio foi quando for Lídia teve um Câncer. Parecia o fim, mas assumi como uma realidade, acreditando na Providência de Deus no meio do povo, que vem em busca de cura e suas preces são ouvidas. Outra experiência foi uma Cirurgia cardíaca de um paciente que entrou no centro cirúrgico cianótico, sem força para conversar. O procedimento teve duração de oito horas, com final feliz. Ele saiu da sala acordado e conversando. Mais uma vez uma prova da ação da Providência Divina.

Tornei-me enfermeira em 1995, com muito orgulho, sempre trabalhando em prol do próximo. Em 1997, após algum tempo de namoro com Almério Ogliari, com a presença de familiares e amigos, fizemos o nosso casamento onde fomos abençoados pela Divina Providência. Como na vida há um tempo para tudo, encerrei com muita gratidão, as atividades no Hospital Divina Providência, em dezembro de 2009, com a chefia de enfermagem de Ir Ilani Maria Reis e coordenadora do Centro Cirúrgico a Ir. Glaci Teresinha Willers.

Em 2010 Irmã Elise Sehnem me convidou para fazer parte do grupo dos Mensageiros da Divina Providência. Fez-me bem e continuo cultivando a espiritualidade da Divina Providência, exercendo a missão com muita alegria até os dias de hoje. Desde então acompanho o grupo de Mensageiras/os da Divina Providência, da Vila Tronco – Bairro Santa Teresa, aqui em Porto Alegre/RS. São pessoas muito humildes, mas com um coração generoso, auxiliando da forma simples na Paróquia e Capela Santa Luzia. Realizamos visita aos doentes e atuamos na Pastoral da Criança.

Em 2011 assumi um serviço voluntário, como enfermeira técnica, no Asilo Vicentino da Vila 2, que está sob os cuidados das Irmãs da Divina Providência. Ali estou exercendo esta missão até os dias atuais. Tive a honra de conhecer e visitar Műnster, Alemanha, onde teve início a vida e trajetória de Padre Eduardo Michelis – Fundador da Congregação das Irmãs da Divina Providência e onde fica até hoje a Sede Geral da Congregação. Fui acompanhada de meu esposo Almério Luiz Ogliari e Irmã Glaci Willers. Fomos recebidos com muita alegria pela Comunidade do Generalato e nos acompanharam nas visitas a Coordenadora Geral da época Ir. Lurdes Luke e as Irmãs brasileiras que estavam lá: Imelda Bieger, Maria Helena Lorscheiter e Aline Ody. Foi uma linda e inesquecível experiência.

Em 2020 em plena Pandemia da COVID – 19, fui acometida de uma doença com muita febre e internada no Hospital Divina Providência. Fiz vários exames e com resultados negativos. Após sete dias tive alta sem diagnóstico, mas confiante na Providência de Deus e na Mãe da Providência. Hoje, com saúde recuperada continuo exercendo as atividades normais de cada dia. Meu coração está imensamente agradecido à Divina Providência, que sempre me manteve firme na fé e na esperança.

Saúdo a todas/os que lerem este meu Diário, com o desejo que Deus em Sua Providência as e os abençoe.

Teresinha Maria Junges

 

Diário 26: Partilha da vocacionada Gabrieli sobre o Natal em Família!

 

 

 

 

 

 

 

 

Olá, eu sou a. Hoje quero partilhar com vocês a forma como fizemos a preparação do Natal na minha família.
Em minha casa, realizamos a Novena em família como preparação para a chegada do Natal, chegada de Jesus Cristo. No primeiro dia de Novena, realizamos um sorteio de um amigo secreto de oração, que é revelado no dia de Natal. O presente é fazer uma oração todos os dias para a pessoa tirada e no dia da revelação dizer alguma mensagem para essa pessoa da família. Para o encerramento da novena nós nos reunimos em família, na casa de meus avós para uma partilha e convivência. Uma forma de preparação para o Natal também é como família participarmos das missas do advento. Participamos de todas as missas de Advento como uma preparação espiritual para o nascimento do nosso Senhor Jesus.
O Natal é um momento muito importante para a família, é um momento de união, de celebração e de partilha. Quando Jesus nasceu, se formou uma família com Jesus, Maria e José. Assim, devemos celebrar a chegada do Salvador e celebrarmos com a nossa família também.

 

Diário 25: Partilha dos leigos Marilyn Galarza e Diego Martinez

Como vão irmãos e irmãs? Meu nome é Marilyn Galarza. Participo da paróquia do Sagrado Coração de Jesus e Maria, aqui em Santa Cruz, Bolívia. Quero contar um pouco da minha experiência com o grupo de leigos da Divina Providência.

Para mim é uma coisa linda, que Deus chame as pessoas para participarem dessa Congregação e do grupo de leigos da Divina Providência. No começo, eu não entendia muito o objetivo dos encontros, mas com o passar dos encontros e participações, comecei a gostar da dinâmica   que às Irmãs usavam. Especialmente, para que nos sintamos motivados.

Tem sido uma experiência linda e marcante, enfatizo fortemente que nos aproximamos de Deus, torna minha família mais unida e isso nos permitiu ter um relacionamento melhor como casal. Vivenciamos encontros fortes para amar a Deus e nossa família e tudo isso tem permitido que nossa fé fique mais forte.

Estou feliz por participar do grupo de leigos da Divina Providência. Alegro-me que as Irmãs continuem a apoiar-nos e também ajudar e colaborar para fazer crescer a nossa fé todos os dias.  Estou feliz por continuarmos a nos encontrar, essa é a fé que devemos ter como irmãos, para a seguir em frente.

Agradeço muito também a oportunidade de alegria compartilhar essa experiência com vocês.

Meu nome é Diego Martinez, pertenço a paróquia Sagrado Coração de Jesus e Maria. Quero falar um pouco das Irmãs da Divina Providência desde a chegada delas aqui em nosso País, vindas do Brasil. Desde a chegada delas, elas têm sido muito dinâmicas e com muita vontade de ensinar-nos o que é medicina natural. Hoje, continuam espalhando seus ensinamentos, de maneira especial, para os mais  pobres. Elas buscam atendê-los com remédios, para ajudá-los a se recuperar de suas doenças físicas.

Elas estão formado muitos grupos, para que este trabalho continue a dar esperança a muitas pessoas. Tive a oportunidade de participar do grupo dos leigos da Divina Providência e é claro que gostei muito. Elas nos contam suas histórias como missionárias, histórias da Congregação, mas também nos contaram sobre Deus e nos aproximaram de Deus. Em nossa vida, fortaleceu nossa espiritualidade, pois, temos um Deus que cuida de nós e nos protege.

Portanto, agradecemos a Deus pelas Irmãs da Divina Providência, pelo seu esforço e dedicação. Algumas já partiram, mas eu digo que foram para o céu porque trabalharam para Deus. Que Deus sempre as abençoe e ilumine sempre.

Diário 24: Partilha Missionária de Ir. Maristela Christiano na Indonésia

 

Sou Irmã Maristela Christiano sou Irmã da Divina Providencia a 28 anos, quero partilhar com vocês um pouco da experiência do Amor da Providência de Deus em Minha Vida. Vocação é um chamado de Deus, que nos amou por primeiro, escolheu-nos desde o ventre materno, para sermos filhos e filhas amados. Por isso todos somos chamado somos vocacionados, e nosso primeiro chamado foi a vida, nós nascemos temos uma missão a realizar. E se vocação é chamado requer um resposta. Certo?  Eu acredito que a descoberta da vocação é sempre um processo, eu senti meu primeiro chamado vocacional ainda como criança no dia da minha primeira eucaristia quando eu tinha 9 anos, foi através da vida de oração participação no grupo de jovem da paróquia e do acompanhamento vocacional que pude discernir melhor que minha vocação era para a Vida Religiosa.

Nasci em Brusque, e com 18 anos decidir seguir a Vida Religiosa, ingressando assim na Congregação das Irmãs da Divina Providencia.  Como Irmã da Divina Providencia sempre atuei na educação e formação junto a juventude. Sou muito feliz por escolher doar a minha vida com consagrada.  “Nenhuma vocação nasce por si, nem vive para si. A vocação brota do coração de Deus e germina na terra boa do povo fiel, na experiência do amor fraterno”

Indonésia um sonho que virou realidade. Chegou o dia. 09 de fevereiro de 2019. Feliz é quem parte, quem anda e quem vai, certeza na frente, história nas mãos. Feliz é quem crê na promessa do Pai, consagra sua vida em favor dos irmãos. Tempo de Deus, vivencia única, encontros, orações, irmandade, alegrias, saudades, comunhão, aprendizado, missão… Palavras que exprimem sentimentos vividos de um coração agradecido. Ser estrangeira está sendo uma experiência única. Mas requer ENORME capacidade de solidão e adaptação. Sobretudo no aprendizado da língua e no choque cultural que são elementos bastante exigente. Exige abertura de coração e mente.

Nos primeiros meses, estive em adaptação para entrar em um ritmo diferente e conhecer as realidades. É complicado e confuso, mas, aos poucos, Deus vai mostrando a graça se estar aqui e você vai se esvaziando. Seu olhar brasileiro vai sendo deixado de lado, as situações vividas começam a ser compreendidas dentro da nova realidade, com o olhar da cultura local. Você aprende os dialetos, a nova maneira de cozinhar, muda o jeito de se vestir e seus conceitos. As responsabilidades chegam e você aprende a se adequar. Toda esta experiência está me fazendo crescer e alargando meu horizonte de ver o mundo, a cultura e religiosidade. Saindo de uma visão local e ampliando uma visão geral. Bem interessante isso.

Durante toda esta minha trajetória de vida o que sempre me moveu foi o desejo, desejo de fazer e ser mais, colocando-me à disposição para ajudar as pessoas. E sempre me perguntando: Qual é o desejo de Deus pra minha vida? O desejo de Deus é muito íntimo. Ele faz o convite a cada pessoa. Cabe a nós ouvir esse chamado. Chamado a viver, trabalhar, respirar, sentir, falar, namorar, amar, se apaixonar, a ser feliz. “Ficai atentos”, pois esse convite pode vir a nós de várias formas e jeitos, e a qualquer momento. Só vamos conseguir ouvi-lo se estivermos atentos e de coração aberto.

Em um ano e meio que estou aqui, a alegria de ser cuidada e amada me faz encontrar um Deus repleto de cheiro, olhares, toques, sons e sabores. Ganhei novas amizades de irmãs e amigos que sei eu estão comigo pra sempre. Mudei meu português e ganhei para vida a língua Indonésia.  Minha estadia aqui está resignificando minha vida e meus conceitos de felicidade, amor, necessidade, consumo, maternidade, cultura e tantos outros.

Gratidão a Deus e a Congregação por me dar este presente, esta oportunidade em viver esta experiência. Rezem por mim que estarei rezando por vocês.

Terima kasih

Tuhan Memberkat!!